cruz pesadíssima
freguesa: moço, boa tarde. você tem aí "o código pelourinho"?
(livreiro faz aquela cara de assim, assado, cozido e temperado, e logo saca qual é a da freguesa)
livreiro: então, será que não é o "código aleijadinho"?
freguesa: não, moço, é "código pelourinho" mesmo.
livreiro: olha, não existe nenhum livro com esse nome. deve ser o aleijadinho mesmo, não?
freguesa: moço, tenho certeza... é "código pelourinho".
(livreiro, com toda a paciência que conseguiu comprar em 98 vezes sem juros no cartão - um beijo terapia-, explica que o livro em questão tem sido bastante procurado e pergunta se a freguesa quer dar uma espiada. freguesa parece ter um momento de lucidez e rebate)
freguesa: MAS MEU DEUS, MOÇO, é isso mesmo! lógico que é aleijadinho... um primo meu sofreu um acidente, perdeu a perna, tô aqui lembrando, é isso mesmo... então, cê tem aí?
manual prático de bons modos em livrarias: anotar nome do livro pra quê, né? bóra lembrar das desgraça tudo da família e correr pra livraria.







